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Estrada Velha SP-RJ: um apelo
Ela é uma rodovia estadual, mas já se transformou em uma via urbana, devido à crescente e inevitável conurbação envolvendo Jacareí e São José dos Campos. Neste processo, porém, a SP-66 – ou rodovia Geraldo Scavone, ou ainda a nossa conhecida Estrada Velha São Paulo-Rio – foi parcialmente relegada diante da importância de que se revestiu. Pelo lado de São José dos Campos, a Geraldo Scavone influi direta ou indiretamente no cotidiano de cerca de 200 mil moradores da Zona Sul daquela cidade. Pelo lado de Jacareí, são mais cerca de 50 mil habitantes, desde o Parque Nova América até a divisa com São José. As diferenças de um e outro lado da divisa entre as duas cidades vão mais além: nos domínios joseenses, a via já recebeu inúmeras intervenções, como construção de canteiros, novos acessos e retornos, a instalação de semáforos e pontos de iluminação – enfim, investimentos vultosos. Já no trecho de Jacareí, investimento zero! A parceria com o governo do Estado vem sendo tratada há muito tempo, várias vezes liderada pelo ex-prefeito Marco Aurélio de Souza e já duas vezes por mim. O governador José Serra, por intermédio da Secretaria de Transportes, chegou a noticiar neste jornal que a obra seria licitada este ano e iniciada ainda em 2009. Após o anúncio, rapidamente procurei o governo do Estado de São Paulo e o DER para saber mais detalhes e tentar garantir que o projeto entregue pela administração de Jacareí à divisão regional do DER de Taubaté é o que será efetivamente licitado. Qual o motivo da nossa preocupação? No caso da SP-66, no trecho ao qual me refiro, não basta apenas recapeamento asfáltico. Será fundamental a construção de acostamento e trevos para retornos, pois há muitos bairros ao longo da via, além de empresas e condomínios empresariais que são usuários diários da rodovia. Só para exemplificar, Jacareí sedia uma empresa de vidros que é a terceira maior em arrecadação de ICMS da cidade e que está investindo mais de 60 milhões de euros (cerca de R$ 165 milhões) na ampliação de suas instalações. São previstos ainda mais investimentos, e suas atividades futuras preveem a entrada e saída de caminhões a cada seis minutos da empresa – todos acessando diretamente a SP-66. Na última reunião do Codivap, em Mogi das Cruzes, solicitei ao presidente do consórcio, Otacílio Rodrigues (prefeito de Piquete) – e contei com a anuência dos demais prefeitos –, para que sejam convidados o secretário de Transportes do Estado e o superintendente do DER para fazer uma apresentação detalhada aos prefeitos do Codivap sobre os investimentos e o cronograma das obras. É uma situação por que passam vários municípios, conforme me atestaram muitos colegas prefeitos. Como afirmei na reunião do Codivap, o mais importante é garantir a execução da obra, muito além de disputas político-partidárias. No entanto, a rodovia SP-66 é de responsabilidade do Estado, e estou certo de que o governador vai priorizar esta obra. Com isso, traremos melhorias para grande parte da população de Jacareí e de São José, além de tantos outros que utilizam a rodovia. Em nome da população de Jacareí, é o que espero do governador de São Paulo, para o bem da nossa população.
Artigo publicado no jornal valeparaibano, dia 10/06 |
Semana do Meio Ambiente
Jacareí passou muitos anos sem nenhuma política voltada ao meio ambiente e ao planejamento. Nos últimos anos, porém, a questão ambiental passou a fazer parte das prioridades da Administração Municipal. A realização da Terceira Semana do Meio Ambiente é mais uma maneira de incentivar a participação de todos nas discussões para avaliarmos o que já foi feito e o que ainda precisamos fazer. Nós sabemos que as soluções acontecem a longo prazo, mas temos a certeza de que já conseguimos conquistas importantes. O aumento significativo dos índices de tratamento de esgoto na cidade – que vai se ampliar significativamente com as obras de despoluição do Córrego do Turi –, a transformação do antigo “lixão” em um aterro sanitário controlado, o incentivo à coleta seletiva e à formação de cooperativa de catadores, a fiscalização na área de mineração, os investimentos na revitalização de áreas verdes e o programa de educação ambiental são apenas alguns exemplos do que Jacareí já vem fazendo em relação à questão ambiental. Este conjunto de ações, no entanto, precisa ser cada vez mais ampliado e estimulado, envolvendo toda a população. Com a Semana do Meio Ambiente, temos a oportunidade de discutir e ampliar essas ações, de forma que consigamos uma sintonia entre o desenvolvimento econômico-sustentável e a preservação e valorização das questões ambientais. |
Cidadania e acessibilidade
Jacareí já se tornou referência quando se fala em acessibilidade e na garantia do transporte público para todas as pessoas. Principalmente pessoas que necessitam de condições especiais para usar os ônibus. Nossa cidade foi a pioneira na adoção de linhas regulares de ônibus adaptados, com sistema de elevador para o transporte adequado e seguro do cadeirante. Esta semana, demos mais um passo importante para ampliar ainda mais esse atendimento – em toda a frota, somamos 46 ônibus adaptados, atendendo a 14 linhas. Vale lembrar que esta semana também ampliamos o serviço de identificação digital para idosos, o sistema Finger, que já atende em média a cerca de 200 pessoas com mais de 65 anos, permitindo que passem pela catraca e ocupem qualquer lugar no ônibus. Mas, mais importante do que a quantidade de jacareienses atendidos é a qualidade do serviço prestado. Investir no transporte público é garantir o acesso de todos a mais oportunidades, e é também garantir mais qualidade de vida – menos carros nas ruas e mais pessoas usando ônibus significa menos poluição, naturalmente – só para citar um exemplo. Garantir serviços de qualidade, em todas as áreas, para toda a população, é uma obrigação do poder público. Nessa missão, contamos com a participação e o empenho de várias empresas, de comunidades e de grupos organizados da sociedade. E é com esse espírito, de participação e de união, que conseguimos garantir o pleno exercício da cidadania. |
Diversidade cultural
Durante o período em que esteve à frente do Ministério da Cultura, o cantor e compositor Gilberto Gil tinha um lema fundamental, baseado na premissa de que “as diferenças culturais são positivas, mas as desigualdades sociais não são e nem serão jamais”. Tenho para mim que este pode – e deve – ser um princípio a ser seguido em Jacareí. Para isso, realizamos na semana passada o Fórum Municipal de Cultura. Falamos muito no desenvolvimento econômico de Jacareí, e nas ações que promovemos para combater toda e qualquer forma de exclusão. Nesse processo, o respeito e o incentivo à diversidade cultural é, ao mesmo tempo, um patrimônio riquíssimo a ser preservado e um meio de garantirmos a nossa própria sobrevivência, dando suporte às nossas tradições e raízes. Mais ainda: é uma forma de resistência aos monopólios da produção cultural por parte de grandes corporações. Dar garantias ao fomento e à criação e produção cultural, em todas as suas manifestações, é um compromisso que todos precisamos assumir. Do popular ao erudito, do teatro à música e à literatura, entre outras manifestações, é na diversidade cultural que exercemos também a democracia. Ao convocarmos a sociedade para, juntos, discutirmos a construção de uma política cultural para Jacareí e a adoção de ações culturais no processo de construção da cidadania, damos nossa contribuição para todo esse processo. É, porém, apenas mais um passo: essa discussão precisa ser permanente, e necessariamente envolver o maior número de agentes sociais possível. |
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