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Outro mundo é possível (?)
Belém, a capital do Pará, se transforma a partir desta terça-feira na sede da sexta edição do Fórum Social Mundial. São esperados mais de 2.000 indígenas, do Brasil e de outros países – a questão dos índios, ribeirinhos e quilombolas deverá ter destaque este ano, privilegiando questões como a demarcação de terras e projetos econômicos que colocam em risco essas comunidades tradicionais. Na quinta-feira, o presidente Lula recebe, no Fórum, os colegas Evo Morales (Bolívia), Fernando Lugo (Paraguai), Rafael Correa (Equador) e Hugo Chávez (Venezuela). Naturalmente, espera-se que o foco principal do Fórum – os povos indígenas – seja ofuscado por discussões sobre a crise econômica mundial. É sintomático que os presidentes latino-americanos que se reunirão são representantes de um novo modelo político-administrativo, alternativo ao neoliberalismo, cada um à sua maneira. A forte atuação na área social tem referendado a esses presidentes, e em particular o presidente Lula, a chancela de novas lideranças emergentes no cenário político internacional. Refletir sobre a questão dos excluídos – relembremos os índios, ribeirinhos e quilombolas – é a eterna busca por justiça social. Refletir sobre os efeitos de um modelo econômico que privilegia o lucro fácil e exclui, ao invés de incluir socialmente, é tarefa cotidiana que devemos assumir. Do Fórum não se espera soluções prontas, imediatas. Mas, desde a primeira edição, em 2001, em Porto Alegre, o Fórum já se consolidou como um espaço privilegiado para a discussão de uma agenda comum que clame por justiça. Tenho fé, e preciso acreditar que, sim, “um outro mundo é possível”, seguindo o lema do Fórum. Essa construção coletiva começa, no entanto, aqui “em casa” — precisamos sempre ter em mente o “pensar globalmente, agir localmente”, o que pode e precisa ser feito por cada um de nós, a partir de pequenas ações. |
Jacareí e a crise
Dados divulgados esta semana pelo Ministério do Trabalho mostram que Jacareí e todo o Vale do Paraíba, a exemplo do Brasil, de um modo geral, também já sentem os efeitos da crise econômica mundial. Segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), 2008 terminou com um saldo positivo de 1,4 milhão de novos empregos gerados, frustrando a expectativa do próprio Ministério, que estimava a criação de 2 milhões de empregos. São números que se refletiram proporcionalmente em Jacareí: diante da expectativa de fechar o ano com um saldo de 2.000 novos empregos, nossa cidade estacionou em 1.400 vagas geradas. Diante de outras cidades vizinhas, os resultados de Jacareí foram até amenos, mas vale a pena pensar nos porquês. Neste quesito, Jacareí sofreu menos os efeitos devido a um fator fundamental: nosso parque fabril é bastante variado, não ficando dependente de um ou outro setor específico. Não se trata, porém, de uma “competição” para ver qual cidade sofreu mais ou menos, ou registrou o maior número de demissões – como já disse, somos todos interdependentes, o que legitima a busca conjunta por políticas públicas unificadas que tenham como objetivo combater um “inimigo” comum – qual seja a crise mundial. Daí que, principalmente num momento como o que vivemos, é inadmissível que a política partidária rasteira prevaleça. É o momento de unir forças, em todos os níveis de governo, convocando todos os estratos e discutindo com os mais variados atores sociais a busca por soluções efetivas que minimizem os efeitos negativos dessa crise. |
Sobre as lições do futebol
É claro que ninguém esperava uma derrota como a que o JAC sofreu, sendo desclassificado da Copa São Paulo de Futebol Júnior: 10 a 0 para o Atlético Paranaense. Com isso, o JAC se despediu antecipadamente da Copinha, com um balanço bastante desfavorável – duas derrotas e uma vitória. Numa hora dessas, entende-se a revolta da torcida, mas o mais fácil é sempre buscar os culpados. Pedem a cabeça do técnico, dos jogadores, dos dirigentes e de quem mais passar pelos torcedores. É uma atitude totalmente passional, que ilustra bastante bem a paixão que o brasileiro tem pelo futebol. Mas uma reação dessas deixa entrever todo um contexto bem mais amplo. A falta de planejamento, em primeiro lugar, e a eterna busca por parcerias e patrocinadores para se montar um equipe competitiva. Para ficar apenas no exemplo do Atlético Paranaense, era visível a diferença de estrutura, até mesmo física, dos jogadores. Se, de um modo geral, os brasileiros nos espelhamos no futebol, que tiremos desse episódio mais essa lição: sem um planejamento sério, que envolva investimentos tanto de infra-estrutura como de pessoal, nenhum time vai conseguir avançar, seja em que competição for. O mesmo princípio vale para cada um de nós, pessoalmente, e para toda uma cidade, como Jacareí.
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Valorizar as tradições
Jacareí sempre foi reconhecida como uma cidade que tem manifestações culturais bastante diversificadas. Particularmente, esta semana, tivemos mais uma demonstração de preservação das nossas tradições: um grupo realiza, há anos, a Folia de Reis no bairro Santa Maria, sempre no dia 6 de janeiro. Adultos, jovens e crianças, em meio a músicas e toadas, passam de casa em casa, resgatando a visita dos três Reis Magos — Melchior, Baltazar e Gaspar — ao recém-nascido Menino Jesus. Tradição originária de Portugal, a Folia de Reis mantém vivo o mais puro espírito da fé popular. E, diferentemente do que muita gente pensa, “fé popular” está longe de ser “pobre”: muito pelo contrário, são manifestações como esta que possuem uma riqueza enorme de simbologias, de significados, que vão muito além do caráter religioso. Sabemos que há diversos grupos como o do bairro Santa Maria preservando tradições, com manifestações espontâneas, que envolvem várias comunidades. São artistas natos, que fazem arte fora do circuito convencional, sem nenhum objetivo comercial. Reconhecer e valorizar esses artistas e essas comunidades é, na verdade, valorizar a nossa própria história, nossas tradições e costumes. |
Sobre o conflito em Gaza
Há coisas que nos fazem ter vergonha dessa nossa raça humana. Falo isso com muita tristeza, e me refiro à sangrenta tragédia que se passa na Faixa de Gaza. Tão distante, mas que se torna tão perto quando tentamos imaginar o que realmente se passa naquele pequeno trecho, totalmente isolado pelas tropas israelenses, deixando 1,5 milhão de pessoas reféns e sem ter para onde fugir. Não se trata de questionar quem está mais certo no meio disso tudo, se o grupo Hamas, que luta pela libertação de Gaza, ou se o governo de Israel – ainda que seja absolutamente inquestionável o abuso de força por parte deste último. Trata-se questionar como, em pleno século XXI, o mundo ainda registra conflitos sangrentos como este (vale lembrar que o pouco que nos chega de imagens e relatos, por meio da grande imprensa, já vem bastante filtrado, enquanto sites e blogs de resistência dos palestinos dão uma medida bem mais drástica dos reais acontecimentos). Mas, quando percebemos o real motivo pela disputa de um trecho tão pequeno de terra, aí sim temos a certeza de que nós, brasileiros, somos mais do que privilegiados: a disputa entre israelenses e palestinos é motivada principalmente pelo controle… da água. Sim, a água que para nós é mais do que abundante lá no Oriente Médio vale muitíssimo mais do que o petróleo. Ao mesmo tempo, portanto, que rezamos para que um pouco de lucidez ilumine israelenses e palestinos, e que se encontre uma maneira de chegar a um acordo de paz, rezamos e agradeçamos por uma riqueza que, para nós, nos parece infinita. |
Há crises e crises
No final do ano, uma crônica do Carlos Heitor Cony na Folha de s.Paulo me chamou a atenção. Com o título “Olha a crise!”, o Cony lembra que alguém notou que, nos últimos tempos, a palavra “crise” é a mais repetida em jornais e revistas de todas as partes do mundo. E ele dá razão ao cidadão que fez a descoberta: “todos falam na crise e a evocam para justificar isso ou aquilo”. É fato que a quebradeira nos sistemas financeiros, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, é preocupante, e afeta de um modo ou de outro todo o planeta. Aqui no Brasil, o presidente Lula já afirmou que o país está preparado para enfrentar a crise e, quem sabe, sair ainda mais forte dela. E, em Jacareí, a exemplo do Brasil – mas, é claro, em escala menor – acompanhamos atentos o desenrolar desse momento histórico. Nossa cidade, no entanto, dá mostras de que também está capacitada e com uma economia estável e saudável, recebendo novos investimentos e registrando índices de crescimento acima da média do Estado. Não há dúvidas de que o principal fator de medição da crise atual é de ordem econômico-financeira. Mas, quando observamos que nossa cidade – e nosso país – luta principalmente contra a desigualdade social, e a favor de uma sociedade mais justa, estamos combatendo exatamente a origem dessa crise: a ganância de uma ordem mundial baseada única e exclusivamente no lucro fácil. Com uma sociedade mais justa e com melhor distribuição de renda, reduzimos sensivelmente o poder desse paradigma de ganância que impera. Trabalhamos, e lutamos, por uma sociedade mais fraterna, em que a palavra crise se resuma ao seu sentido original, ligado à medicina, sem que precisemos ficar alardeando por aí: “olha a crise!”. |
Aumento na conexão
O Brasil possui mais de 24,3 milhões de internautas residenciais ativos, sem contar as pessoas que acessam a internet fora de casa. Ao considerar esse fator, são mais de 40 milhões de brasileiros conectados. Segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), subiu para 24,3% o número de casados que têm computadores no país, comparando os índices de 2006 e 2007. Só no Estado de São Paulo o crescimento nesse mesmo período foi de 33% para 39,5%. A elevação das vendas de computadores significa crescimento da nossa economia e o aumento de poder de compra dos brasileiros. Se hoje mais pessoas estão online de suas casas, isso acaba modificando o mercado e o comportamento da população. É difícil pensar uma loja grande que não tenha a opção virtual, porque a tendência é cada vez mais as pessoas optarem pela comodidade em fazer compras de suas casas. O que parecia filme de ficção científica acabou se tornando uma realidade não só em relação ao consumo, como também nos relacionamentos. Atualmente as pessoas se visitam sem sair de casa, por meio de uma webcam e programas como msn, skype, é possível encurtar a distância para conversar com as pessoas. Além disso, é possível viajar o mundo sem sair de casa, com alguns cliques você encontra lugares e informações de onde quiser. Acredito que a internet é uma ferramenta muito importante para comunicação, por isso fazer parte da rede é essencial, mas fica aqui o alerta: o contato real com as pessoas é vital. Não podemos deixar a tecnologia restringir o nosso mundo a uma sala, ou a um escritório. Estar online é importante, porém é preciso muito cuidado para não ficar offline do convívio social. |
Futebol agita Jacareí
Jacareí mais uma vez vai sediar a Copa São Paulo de Futebol Junior, a famosa Copinha. O evento é importante não só para os nossos atletas como também para os apreciadores de futebol que poderão assistir as três rodadas da primeira fase aqui. É uma conquista para o esporte local. Além disso, a visita dos jogadores dos times adversários e dos torcedores ajuda a fomentar a economia da nossa cidade. O campeonato acaba movimentando o entorno do estádio, a rede hoteleira, restaurantes e lojas da região central. Uma oportunidade para os comerciantes iniciarem 2009 com aumento de vendas. Participam dessa 40ª edição da Copinha 88 times de todas as regiões do Brasil e os jogos ocorrem em 22 cidades no Estado de São Paulo. Durante a primeira fase que acontece entre os dias 3 e 11, o estádio Stravos Papadopoulos sediará os jogos do grupo H ao qual o JAC faz parte. Integram também esta chave: Clube Atlético Paranaense (PR), Clube Atlético Porto (PE) e Paulista Futebol Clube. O jogo de estréia do JAC acontece no próximo domingo (4) às 14h contra o Paulista. Na seqüência, às 16h, o Paranaense enfrenta o Porto pelo grupo H. Fica aqui o convite para torcermos pela nossa cidade e incentivarmos os jovens atletas que disputam o campeonato. Mais informações podem ser obtidas no site da Federação Paulista de Futebol. |
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