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Cuidando da própria casa
Se o século XX será lembrado como um marco na industrialização e na economia de mercado que, se bens trouxeram, foram fomentadas por uma devastação extrema dos recursos naturais e em uma nunca vista concentração de poder e capital, temos um desafio urgente para este século XXI: tentar, pelo menos, minimizar esses efeitos danosos já herdados e propiciar uma distribuição mais justa dos bens, a partir de exploração e manejos mais adequados dos recursos naturais. A ação predatória, e até promíscua, do meio ambiente acendeu alarmes apocalípticos em todos os setores da sociedade. Em que pesem os danos irreversíveis, ainda há tempo de nos movermos e agirmos para recuperar o que é possível e preservar riquezas naturais imprescindíveis à nossa própria sobrevivência. Aliar compromissos éticos a um senso estético – no mais amplo sentido – torna-se urgente: corremos o risco de condenar as futuras gerações e sacrificar patrimônios universais, como a biodiversidade, se não nos conscientizarmos e agirmos aqui, e agora. Uma simples consulta ao dicionário nos mostra que o termo “economia” tem, em primeiro sentido, o “gerenciamento de uma casa, especialmente das despesas domésticas; ciência que estuda os fenômenos relacionados com a obtenção e a utilização dos recursos materiais necessários ao bem-estar; aproveitamento racional e eficiente de recursos materiais”, completando, em sentido poético, sobre a “disposição, ordem, arranjo, de um discurso, de um poema”. Sintomático que o termo “ecologia” só venha a surgir no início do século XX. A partir da mesma raiz grega, “oîkos” (“casa”), amplia o conceito original do ambiente “doméstico” para “as relações das comunidades humanas com o meio ambiente”, e as “relações recíprocas entre o homem e seu meio moral, social, econômico”. Economia e ecologia, portanto, não são, em nenhum momento, excludentes. O desenvolvimento e o progresso, quase sempre vistos como um tanto predatórios, têm, fundamentalmente, os mesmos princípios. E se temos no dia 5 de junho uma data simbólica, do Dia Mundial do Meio Ambiente, temos a oportunidade de refletir sobre o que, efetivamente, estamos fazendo para conjugar esses princípios. Jacareí preparou uma extensa programação com este objetivo. Realizamos a Semana do Meio Ambiente de Jacareí com uma série de eventos que vão desde dinâmicas com crianças a roteiros turísticos – incluindo o Viveiro Municipal e as obras do projeto Turi Limpo (que vai elevar o índice de tratamento de esgotos da cidade de 20% para 70%) – passando por uma integração com áreas verdes como o Parque da Cidade, com oficinas de yoga, tai chi chuan e origami, além de palestras e discussões técnicas versando sobre políticas de resíduos sólidos e saneamento, entre outras. No Parque da Cidade, um grupo de plantão poderá tirar dúvidas sobre a gestão e reciclagem do plástico, resíduos eletrônicos e óleo, em parceria com o Ciesp. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente também estará expondo trabalhos de educação ambiental e plantas medicinais, realizados com as crianças da rede municipal de ensino. A questão educacional, aqui, ganha valor preponderante: ao mesmo tempo em que, a partir de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com empresas como a Fibria, exigimos a ampliação dos programas de educação ambiental envolvendo as crianças do ensino fundamental, temos perspectivas concretas de ampliar a qualificação e formação profissional dos mais jovens, com investimentos e parcerias como a ampliação do Senai de Jacareí e a vinda da Escola Técnica Federal. Em todos os níveis, a educação se faz presente e a partir de parcerias com entidades as mais diversas e o Governo Federal. É a base para aliarmos o desenvolvimento econômico ao cuidado com a nossa própria casa. Nossa moderna Lei de Incentivos Fiscais, que certamente atrairá empreendimentos de porte para Jacareí, de nada valeria se não fosse baseada nesses fundamentos básicos. Jacareí tem se mostrado na vanguarda no tratamento de resíduos sólidos. Tem, em mãos, uma legislação atraente para novos investimentos. Tem, principalmente, investido mais do que nunca em educação, em todos os níveis. São fatores fundamentais que nos permitem falar em “economia” e “ecologia” em sintonia, proporcionando um modelo de desenvolvimento sustentável – a partir da nossa própria “casa”. [Artigo publicado no jornal O Vale, 8/7/2010] |
Construção do conhecimento
“Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas.” A citação, atribuída ao poeta gaúcho Mário Quintana, é de uma simplicidade que contrasta com a profundidade e riqueza que abarca. Construir uma cidade, uma sociedade mais justa e mais humana depende, em primeiro lugar, de garantir às pessoas o acesso ao conhecimento – quanto mais bem informados, quanto maior for o repertório intelectual, maior será a capacidade de julgamento e de ação de cada um de nós. Isso de traduz em uma palavra: cidadania. Cabe ao poder público ordenar todos os seus esforços nesse sentido, garantindo oportunidades para todos. E cabe a cada um exercer esse direito, e se apropriar dos equipamentos públicos e das tecnologias disponíveis. O simples acesso à informação e às oportunidades, porém, depende ainda de ferramentas e de técnicas para poder se transformar em conhecimento e, assim, no poder de transformação das pessoas – e da sociedade. Quando falamos em acesso à tecnologia, logo vêm à mente o acesso aos computadores e à internet. Jacareí vem promovendo um esforço contínuo para equipar as escolas da rede municipal com salas de informática – somente este mês, cinco escolas estão recebendo os equipamentos, integrando o programa Proinfo, do Governo Federal, ou ainda em parceria com o Instituto Embraer. Nossa intenção é estender esses programas a toda a rede de ensino, bem como ampliar o programa Jacareí Digital, que permite o acesso wireless gratuito à internet por qualquer cidadão. Esses equipamentos somam-se aos telecentros que Jacareí já disponibiliza à população. As novas gerações têm o privilégio de terem nascido e viverem num mundo inimaginável há poucos anos, e esse acesso às novas tecnologias ainda vai produzir transformações profundas nas próprias relações humanas. É mais do que fundamental, portanto, reafirmar a necessidade de garantir a participação de todos nesse processo de transformação (vale lembrar que está em discussão no Congresso a lei que regulamenta as lan houses: muito mais, e muito além do que modernas casas de jogos, precisam ser vistas dentro desse processo. “Lan houses são os campinhos de várzea da cultura digital”, como afirmou Cláudio Prado, presidente do Laboratório Brasileiro de Cultura Digital). Capacitar todos a essas novas tecnologias não exclui, de modo algum, o acesso a outras tecnologias. Refiro-me, novamente, aos livros – que são, na verdade, uma tecnologia tão ou mais revolucionária do que as que conhecemos hoje: eles se tornaram populares e acessíveis, tal como são cada vez mais populares e acessíveis o computador, os celulares, a internet… Nesta sexta-feira, Jacareí ganha mais um moderno e amplo espaço de lazer e cultura, a nova Biblioteca Municipal Macedo Soares, ao lado do Parque dos Eucaliptos. Instalada em uma área de mais de 900 metros quadrados, foi pensada e construída considerando-se a garantia da acessibilidade de pessoas com deficiência. As tecnologias se reencontram na Biblioteca: ao lado do acervo de mais de 52 mil livros, além de cerca de 600 volumes em Braille, a Biblioteca conta com sala de informática com acesso à internet, salão de exposições e salas para oficinas de arte e de encadernação e restauro. Esperamos que os atuais 5.000 sócios se multipliquem e se apropriem desse novo espaço. Incentivar a leitura é incentivar todos a darem os primeiros passos na descoberta do mundo do conhecimento. E formar cidadãos conscientes e capazes de mudarem o mundo – para melhor.
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Em Jacareí, lixo é coisa séria
Jacareí deu início a uma nova e importante etapa no que se refere a um problema crônico para as administrações municipais: o lixo. Um problema, no entanto, que Jacareí pode se credenciar a ser referência, com uma solução que, sem dúvida, entra para a história da cidade. O princípio fundamental: valorizar e preservar o meio ambiente, garantir benefícios diretos na área da saúde e integrar aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais de forma sustentável. É um sistema inédito: em vez de a prefeitura contratar os serviços, com a concessão a empresa fica responsável pelos investimentos e garante os serviços. O contrato de concessão, válido por 20 anos, segue as mais modernas sistemáticas de gestão, garantindo investimentos de mais de R$ 38 milhões por parte da concessionária. Somente neste ano serão quase R$ 13 milhões em investimentos em Jacareí, incluindo obras e equipamentos que serão revertidos para a prefeitura após a concessão. É importante ressaltar que este novo modelo seguirá um processo permanente de avaliação do desempenho da concessionária – que terá que atender a índices de desempenho previamente estipulados. Outra exigência é voltada às melhorias do atual aterro sanitário de Jacareí, bem como à construção de um novo aterro sanitário, que terá vida útil de 25 anos, já considerando o aumento gradativo da população. Nosso aterro tem uma localização estratégica, próximo à região central, que facilita a operacionalização dos serviços sem elevar os custos. Este novo aterro nasce com um novo conceito: centro integrado de tratamento de resíduos sólidos, que prevê investimentos em tratamento por compostagem do lixo orgânico proveniente das feiras-livres e poda de árvores, instalação de unidades de tratamento de resíduos sépticos (saúde), de triagem de recicláveis, de beneficiamento de resíduos da construção civil e de trituração de pneus. Haverá ainda a coleta e tratamento de lixo eletrônico, como pilhas e baterias. Um dos benefícios da nova concessão é a implementação gradativa da coleta seletiva nos bairros, com dias para recolher plásticos, papéis, vidros, separados pelos moradores em casa. Também serão implantados mais LEVs (Locais de Entrega Voluntária) pela cidade. Para esta ampliação serão incorporados novos caminhões destinados à coleta seletiva, e os catadores da Cooperativa Jacareí Recicla ficarão na triagem sem precisar fazer o trabalho na rua. Haverá ainda o monitoramento da frota que faz a coleta de lixo. Os caminhões da coleta terão equipamentos eletrônicos (GPS) instalados permitindo o acompanhamento da operação em tempo real pela Secretaria de Meio Ambiente. Por fim, mas não menos importante, a concessionária é obrigada a investir parte dos recursos em programas e ações voltadas à educação ambiental. Este importante passo foi simbolizado na assinatura do contrato da prefeitura com a Ambiental Jacareí, no dia 15 de janeiro, quando foi apresentada parte dos novos equipamentos e caminhões. Mas a concessão da limpeza pública concretiza um processo iniciado em 2002, quando foi elaborado o Plano Municipal de Limpeza Urbana. Desde então, Jacareí passou a encarar a questão da limpeza pública como política urbana, demonstrando uma forte atenção à questão ambiental e à sustentabilidade da cidade. Um processo longo, mas que denota exatamente a seriedade com que o tema merece e foi tratado. Vale destacar o empenho do ex-prefeito Marco Aurélio de Souza nesse processo, bem como a visão aberta, voltada ao futuro, do nosso saudoso amigo Davi Lino, um dos responsáveis por termos chegado, hoje, a este patamar de desenvolvimento sustentável em Jacareí. |
Cultura além-fronteiras
Nós, aqui de Jacareí, temos o privilégio de contar com o Museu de Antropologia do Vale do Paraíba, reconhecido por seu valor histórico e cultural. E a nossa Fundação Cultural tem se esmerado em ampliar e variar as opções e exposições, valorizando ainda mais esse espaço único. Agora, o MAV passa a abrigar mais uma exposição de porte, contando com artistas nacionais de obras também de artistas de Portugal, França, Itália e Finlândia. Essa exposição é mais do que ilustrativa em um aspecto: a cultura e as artes são, por excelência, formas de integração entre os povos. Ao se utilizar de linguagens visuais e, muitas vezes, não-convencionais, as artes extrapolam fronteiras e se fazem entender por quaisquer povos. Esta é, assim, uma maneira de o MAV proporcionar aos visitantes uma viagem além-fronteiras, mas ao mesmo tempo permitir um diálogo entre a nossa própria história e nossos artistas locais com expressões e visões de outras partes do mundo, o que nos enriquece a todos. Incentivar essas manifestações é valorizar a multiculturalidade, e este é um dever que assumimos publicamente.
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Opções para uma vida melhor
Ser prefeito de uma cidade como Jacareí significa sonhar junto com a população, colocar em prática ações que atendam aos anseios dos jacareienses de nascimento ou de coração, como dizia o jingle da campanha. Aliar educação, lazer e esporte é um dos caminhos para a realização do sonho de uma cidade cada vez mais inclusiva e com mais opções de desenvolvimento, entretenimento e bem-estar. Criar novos Centros Integrados de Ensino é uma das ações que visam atender a comunidade para ter uma vida melhor. Levar um equipamento deste aos bairros significa integrar as crianças, os pais e os amigos com educação, esporte e cultura. Este é um ideal na busca de uma Jacareí com um futuro melhor e com mais qualidade de vida. |
A importância do aprendizado
Não é nenhuma novidade que o acesso à educação é essencial para mudar comportamentos e até mesmo a situação social das pessoas. Mas você já viu a satisfação de alguém que acabou de aprender alguma coisa?
Eu sou uma pessoa muito observadora e uma coisa que sempre me chamou a atenção é o momento do aprendizado, a descoberta de uma nova palavra, um novo conceito, ou uma nova fórmula. Não sei se vocês já pararam para verificar a reação de alguém que acabou de aprender algo novo. É realmente incrível ver o brilho nos olhos e a expressão de que agora tudo faz sentido.Hoje muitas pessoas entendem que esse processo não tem idade para acontecer, tanto que é possível ver muitos adultos buscando a alfabetização depois de uma vida toda que não tiveram acesso a esse tipo conhecimento. E a reação deles não difere em nada das crianças e adolescentes, na verdade muitas vezes até supera esse momento especial que é aprender. |
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