Crescer: esse é o caminho

Todos os dias, somos obrigados a tomar decisões. Necessariamente, umas excluem outras, possíveis ou até mesmo desejáveis. Mesmo uma decisão prosaica, do dia a dia,  exige essa nossa avaliação, sempre tentando minimizar possíveis riscos. Na administração pública, para dimensionar a amplitude de cada decisão precisamos sempre nos apoiar em ferramentas e técnicas adequadas, já que as consequências são extensíveis a milhares de pessoas.

Em determinados momentos, é preciso ousadia (o dicionário traz como sinônimos palavras como atrevimento, audácia, coragem, arrojo). No nosso caso, talvez seja essa a palavra: tivemos a ousadia de mexer em costumes arraigados, cutucar (com vara nem tão curta) hábitos quase religiosos e intocáveis. O momento, porém, exige esse arrojo: Jacareí optou por um caminho norteado pelo crescimento e pela modernidade, que demanda atitudes sérias, planejadas e em sintonia com os anseios de cada jacareiense.

No dia 26 de novembro, uma série de ações será implementada, em conjunto, com o objetivo de trazer melhorias ao transporte público e ao trânsito de Jacareí. Sabemos que vamos mexer com inúmeras pessoas, mas temos a certeza de que as mudanças serão gradativamente incorporadas. Tivemos o cuidado de nos embasar em pesquisas e estudos, qualitativos e quantitativos, para definir cada ação, e temos a convicção de que mudanças pontuais, para um ou outro morador, serão superadas pelo bem coletivo, de toda a cidade.

O terminal rodoviário que colocamos em operação e o novo trecho da avenida Davi Lino ilustram, concretamente, o conjunto dessas ações. Fixarmo-nos apenas nessas obras, porém, é subestimar um trabalho que vem sendo desenvolvido há anos em Jacareí, resultado de um processo ainda mais amplo, ousado e arrojado. Hoje, a cidade conta com um Plano Diretor e desenvolve políticas públicas nas mais diversas áreas que se veem diante de demandas inexistentes há uma década, ou pouco mais. Para ficar em um exemplo: a reivindicação de uma benfeitoria em uma rua, que atenderia diretamente apenas aos moradores daquela localidade, já não mais existe. Em seu lugar, reivindicações coletivas, com abrangência de toda uma comunidade.

Esse novo cenário se insere em uma nova realidade que não é exclusiva de Jacareí: o aumento do poder de consumo transfigurou sensivelmente o nosso modo de vida. Um carro, que era um sonho de consumo um tanto distante pra muitas pessoas, hoje é facilmente acessível para praticamente todas as classes sociais. Essa transformação vai além: o veículo próprio, antes destinado ao lazer do fim de semana, passou a ser quase que obrigatório e indispensável pela facilidade e comodidade que oferece.

Ou seja: o desenvolvimento socioeconômico, e principalmente nos centros urbanos, trouxe novos desafios. Em Jacareí, contamos hoje uma frota de mais de 110 mil carros, o que dá um veículo para cada dois habitantes. É fundamental buscarmos adequar o sistema viário a essa realidade, e já nos anteciparmos planejando o futuro de Jacareí, daí o conjunto de ações que estamos colocando em prática.
Vamos aumentar a frota do transporte coletivo em 10% e otimizar o fluxo de paradas dos ônibus, intercalando-as, minimizando congestionamentos. Com o novo terminal rodoviário e a extensão da avenida Davi Lino, ônibus intermunicipais terão o trajeto alterado, enquanto os ônibus rodoviários deixarão de circular pela região central: por dia, serão menos 170 ônibus transitando em vias cruciais como a rua Barão de Jacareí, desafogando o tráfego.

Várias outras vias também sofrerão alterações, e incluímos ainda a troca da principal feira livre da região central, na rua Conselheiro Antonio Prado. São mudanças, repito, que afetam hábitos de muitos moradores, mas que beneficiarão toda a cidade, em conjunto. A ousadia de tomarmos essas decisões é consequência de um momento ímpar que vivenciamos, de expansão e desenvolvimento de Jacareí. E fizemos nossa opção: crescer é o caminho que escolhemos.


Artigo publicado no jornal O Vale, em 16 de novembro

Chuvas: uma complexa equação

Desafios existem e se nos impõem como oportunidades para avaliarmos, em princípio, a nós mesmos. Uma condição essencial para que essa avaliação seja justa e, na medida do possível, gere reações eficazes e eficientes, é termos a humildade de nos posicionarmos diante das reais dimensões do desafio, que muitas vezes extrapola os limites do imaginável. Quando se está em uma posição “de poder”, em alguns momentos chega a ser quase natural a sensação de termos em mãos “o poder” – mas este é limitado, por mais que queiramos.

Essa breve reflexão – que, certamente, pode e deve ser muito mais bem aprofundada – me vem diante dos últimos acontecimentos em Jacareí. Chuvas torrenciais, bastante acima do normal ou do tolerável, afligiram a cidade desde o início do ano, e principalmente nos últimos dias, provocando enchentes como nunca vistas, com consequências drásticas para muitas dezenas de famílias – graças a Deus, os prejuízos se limitaram a danos materiais. A imponderabilidade dos humores do tempo e da meteorologia, porém, não basta para (tentar) explicar o ocorrido – houve quem acusasse nossa Administração de atribuir ao simplista “fatalismo natural” o drama de quem perdeu praticamente todos os pertences, senão todos, com as enchentes.

Não podemos, de modo algum, incorrer no erro fácil desse tipo de simplismo ou, pior ainda, recorrer a falácias como justificativas imediatistas – e irresponsáveis – para ocorrências desse porte. Atribuir as enchentes às obras de despoluição do córrego do Turi – que têm como objetivo o saneamento dos esgotos – ou ainda à construção do Parque da Cidade, é um pseudoargumento de quem desconhece a realidade da cidade.

Em primeiríssimo lugar, nossa administração frente à Prefeitura de Jacareí em nenhum momento se eximiu de suas responsabilidades, atribuindo apenas à meteorologia as consequências das chuvas. A intensidade das chuvas deste ano é, sim, um fator considerável nesse contexto – mas apenas um dos fatores, por mais imprevisível que seja.

Trata-se de uma equação complexa, na qual o que cabe a nós é formular os demais fatores concorrentes – ou concomitantes – e nos anteciparmos, tentando otimizar os resultados finais. Nesse sentido, já em 2003 Jacareí elaborou seu Plano Diretor de Drenagem – mesmo com todo embasamento técnico, em poucos anos já nos vimos obrigados a rever o plano, devido a outro fator da equação: a expansão da malha urbana e o “estrangulamento” de vias naturais de escoamento de águas pluvias, sendo a principal o córrego do Turi.

Nossa política de macrodrenagem, considerando principalmente a nossa maior bacia, a do Turi, exigiu a construção de quatro piscinões em pontos estratégicos, dois dos quais já concluídos e que se mostraram eficientes para controlar parcialmente as enchentes. Com a construção dos outros dois piscinões – para o que estamos reivindicando recursos junto ao Governo Federal –, nossa expectativa é que, mesmo diante de chuvas intensas, o sistema tenha condições de represar as águas pluviais, minimizando ou mesmo anulando a ocorrência de enchentes.

Mas outras medidas já foram adotadas e, principalmente no que tange a diretrizes voltadas a novos empreendimentos imobiliários e empresariais, a Prefeitura de Jacareí exige a construção, por parte dos investidores, de “piscinões” próprios ou outras ações de contenção das águas pluviais, conforme o adensamento previsto.

Poderíamos citar outras ações, e tentar explorar os demais fatores englobados nessa complexa equação. Mas o espaço é pequeno; é preciso ressaltar que todas as famílias atingidas contam com a total solidariedade por parte da Prefeitura de Jacareí, e todas a medidas cabíveis foram tomadas para minimizar o sofrimento e os danos. E, por fim, temos a humildade de reconhecer o tamanho desse desafio, mas estamos cada vez mais empenhados em superá-lo.

Artigo originalmente publicado no jornal Diário de Jacareí

Uma nova era para Jacareí

É fato que Jacareí vive, atualmente, um momento único em sua história. Seja em termos sociais, econômicos, ambientais, este é um período que ficará marcado nos 359 anos de Jacareí – completados neste dia 3 de abril – e lembrado nas próximas gerações. Quiçá este processo ora em curso seja consolidado e incrementado nos próximos anos e décadas – hoje, temos um “retrato” razoavelmente sólido de que temos todas as condições para dar continuidade a este processo, mas temos a plena consciência de que estamos sujeitos aos mais imprevisíveis fatores, seja em âmbito regional, nacional ou mundial.

Baseados em números, é fácil constatarmos essa realidade atual em Jacareí: este ano, o município conta com o segundo maior orçamento do Vale do Paraíba, com R$ 643 milhões; atingimos uma das maiores quedas no índice de mortalidade infantil no Estado: desde 2000, redução de 50,2% – no Estado, a média foi de 13,8 óbitos perinatais por mil nascimentos, em Jacareí, de 8,93 –; no curto prazo, temos anunciados investimentos da ordem de R$ 1,2 bilhão, com a expectativa de geração de mais de 5.000 empregos diretos; caminhamos para elevar o índice de tratamento de esgotos para 70%, e já com projetos prevendo um aumento ainda mais significativo.

São apenas alguns números; poderia citar outros mais. Mas números são frios e manipuláveis. Para além deles, o que gostaria de ressaltar é o nosso desafio premente de garantirmos a sustentabilidade desse processo de desenvolvimento, com mais qualidade de vida e respeito ao meio ambiente.

Nosso maior desafio exige que façamos uma revisão da função social e ambiental da cidade, com soluções racionais e criativas principalmente para o espaço urbano, de forma integrada ao contexto regional, tendo como princípio fundamental a redução das desigualdades sociais. Em última análise, não apenas louvarmos a prosperidade do momento atual, mas pensar no direito das gerações futuras a uma Jacareí desenvolvida, justa e mais humana.

Temos ferramentas para isso, como, entre outros, o Estatuto da Cidade. Mas precisamos ampliar nossos horizontes, em todos os sentidos: para ilustrar, cito o projeto do EducaMais Parque dos Sinos, uma obra que ficará indelevelmente marcada como um divisor de águas na arquitetura e no urbanismo de Jacareí – o projeto, do renomado arquiteto Ruy Ohtake, será apresentado nos próximos dias.

É uma ilustração oportuna: uma obra dessa grandeza em Jacareí seria impensável poucos anos atrás. Esse novo patamar – inclusive em termos estéticos – exige uma nova postura por parte de cada um de nós. O respeito à “ecologia urbana” passa, necessariamente, pelo reconhecimento da falência do atual modelo de cidade – ocupações desordenadas, consumo exacerbado, obsolescência programada deixam em segundo plano o nosso maior patrimônio: as pessoas.

Urge uma sensível mudança de comportamento a fim de que resgatemos o papel essencial da cidade. Enxergamos Jacareí, hoje, com todo potencial para levarmos a cabo, efetivamente, a sustentabilidade citada acima. Jacareí como um centro urbano que permita garantir as condições existenciais dos cidadãos – existencial no sentido de existência (a cidade como espaço privilegiado, por excelência, onde ocorrem trocas, sensações, relações humanas – vida, enfim), mas também no sentido filosófico (o “locus” onde são geradas ansiedades e supridos os anseios). Ou seja: o local em potencial para se suprir as necessidades “do cidadão”, mas também os anseios “das pessoas”.

Artigo originalmente publicado no jornal O Vale, 3 de abril de 2011

Fórum: omissão e cinismo

Lamentável. Em uma palavra, essa foi a nossa sensação com a surpreendente decisão da Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania em não prorrogar o convênio para ampliação e reforma do prédio do Fórum de Jacareí. Do ponto de vista prático, uma decisão que frustra as expectativas de toda a cidade, e particularmente da classe jurídica, que sente a necessidade urgente de ampliar os serviços à população em um prédio datado da década de 1960 – defasado, portanto, diante do crescimento de Jacareí.

E, do ponto de vista lógico, uma incongruência inominável: o Estado ‘abandona’ uma obra que é do próprio Estado, ao mesmo tempo em que se esforça para, cinicamente, tentar imputar à Prefeitura de Jacareí a (ir)responsabilidade pela decisão – que, reitere-se, foi tomada unilateralmente pelo governo estadual.

O que fica evidente, em primeiro lugar, é a incúria da Secretaria Estadual de Justiça no tocante ao gerenciamento de uma obra desse porte, além do descaso para com o bem público – são R$ 5,6 milhões em questão. Há meses a prefeitura aguardava a autorização do Estado para aditamentos e reajustes pleiteados pela empresa contratada para o andamento da obra, já que o projeto original apresentado pela Secretaria de Justiça teve que passar por adequações, particularmente na parte estrutural das fundações, devido às peculiaridades do terreno.

Da então boa notícia, quando da emissão da ordem de serviço para o início da obra, em dezembro de 2008, o que se seguiu foi o exemplar desmazelo do governo estadual. O prazo inicial previsto para a execução da reforma e ampliação do Fórum, de 12 meses, foi prorrogado em mais 12 meses, de maneira que expiraria em 31 de dezembro de 2010. Uma prorrogação necessária, provocada pelas próprias exigências legais, como a elaboração de laudos por parte do Condephaat, da Secretaria Estadual de Cultura, bem como da Secretaria de Meio Ambiente, pela necessidade de retirada de árvores na área da obra.

Ainda que perfeitamente justificável, tal prorrogação não contou com a sensibilidade do governo estadual, que durante todo o processo demonstrou, no mínimo, uma boa dose de má vontade – postura mais uma vez lamentável e já demonstrada, infelizmente, em várias outras situações junto à Prefeitura de Jacareí (caso notório é o da rodovia Geraldo Scavone, a Estrada Velha Rio-SP…)

Mesmo assim, e com os percalços gerados pela não-autorização do Estado para aditamentos e reajustes, seguíamos cumprindo o convênio – no início de dezembro de 2010, por exemplo, técnicos da secretaria estadual fizeram “in loco” a checagem da estrutura da obra para análise técnica, após reunião com representantes da Corregedoria Geral da Administração do Estado ocorrida em outubro. Vale lembrar que à prefeitura caberia a contratação da empresa responsável e o acompanhamento da obra, sendo que o gerenciamento ficou a cargo da Companhia Paulista de Obras e Serviços – vinculada ao governo estadual. Toda a responsabilidade pela obra sempre foi, portanto, do próprio governo estadual.

Mas eis que o então secretário estadual da Justiça, Ricardo Dias Leme, nos “brinda” com a notícia, às vésperas de deixar o cargo. Tínhamos a esperança de que a nova secretária de Justiça, Eloisa de Sousa Arruda, tivesse a sensibilidade de retomar o convênio e, consequentemente, permitir o término das obras de ampliação e reforma do Fórum. Até agora, no entanto, nenhuma manifestação. Resta-nos lamentar, mais uma vez, e torcer para que não seja vã nossa esperança…

[Artigo publicado no jornal O Vale, 12/2/2011]

Marco Aurélio, o nosso deputado!

Este artigo foi publicado originalmente no jornal Diário de Jacareí, dia 7/10.

Marco Aurélio, o nosso deputado!

Alguns podem me considerar suspeito por escrever sobre o Marco Aurélio, meu amigo de longa data. Mas ninguém pode negar que a eleição do Marco para a Assembleia Legislativa é, realmente, (com o perdão do trocadilho) um “marco” para Jacareí e a nossa região.

Essa eleição consagra um histórico de dedicação integral à nossa cidade, e depois de 24 anos Jacareí pode se orgulhar de ter novamente um deputado estadual. Mas o Marco não é apenas “um” deputado – ele é “o” nosso deputado, e não tenho nenhuma dúvida sobre como nós estaremos bem representados.

Marco Aurélio foi o grande responsável por uma transformação radical em Jacareí, colocando a cidade em um novo patamar de desenvolvimento, com respeito ao meio ambiente e sempre tendo como prioridade a melhoria de qualidade de vida para todos. Na Assembleia, ele continuará a defender esses valores, mas agora com uma amplitude muito maior, levando melhorias para toda a região do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira, Litoral Norte – e, quiçá, muitas outras cidades do Estado.

Os moradores de Jacareí reconheceram todo esse trabalho. Mas também moradores de cidades vizinhas, e mesmo de outras cidades mais distantes. É um recado importante: o nome do Marco Aurélio se espalhou, e simplesmente porque sua capacidade, aliada à integridade e honestidade, são incontestáveis, e Jacareí pode se orgulhar de poder “dividir” este homem público com outras cidades.

O Marco significa ainda mais: em Jacareí, ele foi – e é – o legítimo representante de um projeto muito maior, de abrangência nacional. Marco representa a implementação de políticas elaboradas pelo governo Lula que permitiram que a pobreza, em todo o país, caísse pela metade. Mais de 30 milhões de brasileiros se juntaram à classe média. O salário mínimo subiu 74% sobre a inflação. Mais de 14 milhões de empregos foram criados.

Nessa mesma linha do governo Lula, o Marco Aurélio fortaleceu, em âmbito municipal, programas como o Bolsa-Família, um exemplo de transferência de renda reconhecido mundialmente. Assim como o Brasil de Lula, que saiu de uma situação de subordinação para a de um país internacionalmente respeitado, a Jacareí do Marco Aurélio também resgatou a auto-estima e ganhou voz ativa, tornando-se referência regional.

Eu poderia citar ainda inúmeros outros projetos, que vão do PAC ao ProUni, fortemente presentes em Jacareí devido à fina sintonia que o Marco Aurélio sempre teve com o governo Lula. Sei que o Marco Aurélio se empenhará em ampliar essas conquistas. Temos, porém, que garantir a continuidade e a ampliação de todo esse projeto para todo o país. O Marco já está na Assembleia; precisamos agora nos unir para garantir a nossa presidente Dilma, levando mais justiça social, mais dignidade e mais oportunidades para todos.

Chery chega a Jacareí

Mais uma ótima notícia para Jacareí. Só posso dizer que estou muitíssimo feliz, e tenho certeza de que é mais um ótimo exemplo de como nossa cidade está crescendo e se desenvolvendo no rumo certo. Todos podemos festejar! Copio a seguir o press-release da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Jacareí.


Chery oficializa instalação de indústria em Jacareí

Prefeito e representante da empresa assinam memorando de entendimentos para instalação da montadora chinesa no município

Na manhã desta sexta-feira (3), o prefeito Hamilton Ribeiro Mota e o representante das sócias da Chery do Brasil, Du Weiqiang, assinaram o memorando de entendimentos para instalação da empresa automobilística Chery em Jacareí.

No documento, constam as bases gerais do empreendimento acordadas pela prefeitura e empresa relacionadas à área, infraestrutura, acessos viários e incentivos tributários. O documento mais específico deverá ser celebrado dentro de 90 dias, tratando com maiores detalhes tais assunto.

Os investimentos a serem realizados pela Chery em sua nova unidade industrial deverão gerar novos empregos e trazer um maior desenvolvimento para a região.

O representante da Chery mencionou que o Estado de São Paulo e o município de Jacareí foram escolhidos, após vários anos de profunda avaliação, por estarem localizados no centro do maior mercado consumidor de veículos do País, com uma completa rede de fornecedores de peças e convenientes condições logísticas.

Dados da empresa - A Chery Automobile Ltda., maior montadora independente da China, foi fundada em 1997. Com a vantagem de possuir seu próprio departamento de Pesquisa e Desenvolvimento e uma linha completa de veículos, a companhia tem experimentado um desenvolvimento significativo. Em 2009 a companhia comercializou 500.000 unidades em mais de 80 países ou regiões. Neste ano a estimativa é de ser atingir a venda de 700.000 unidades. Sediada na cidade de Wuhu, província de Anhuí, a Chery possui mais de 15 fábricas construídas ou em processo de construção no mundo.

Em 2009, a companhia passou a distribuir seus produtos no Brasil, já contando atualmente com uma rede de 50 concessionárias localizadas em várias cidades do Brasil, que comercializa 3 modelos de marca. Esses números demonstram claramente que o País é considerado como um dos mais importantes da marca.

No meio da revolução

Sempre que a gente faz aniversário é um momento propício para reflexões: mais um ano se passou, o que fiz, o que estou fazendo, será que estou no rumo certo? Podem parecer reflexões até juvenis, mas ainda bem que a gente mantém um certo espírito juvenil e se faz essas perguntas, de vez em quando. E, quando a data é “redonda”, parece que tem um simbolismo maior. Pois é: completei 40 anos nesta segunda-feira, dia 30, e me vi diante dessas perguntas básicas.

Não quero entrar na questão “existencial” ou qualquer coisa do tipo – nem teria capacidade para tanto. Só queria registrar algumas observações do que tenho vivido e aprendido, sem nenhuma pretensão de querer esgotar aqui o que isso queira dizer. Quero falar, principalmente, do advento de uma era que, para mim, tem se mostrado fantástica. Para muitos isso já é fato há anos, mas de alguns meses para cá tenho me envolvido mais com algumas descobertas como o Twitter e o Facebook. Sei que cheguei bem mais tarde do que muita garotada, mas quero só registrar a minha impressão pessoal dessas redes sociais, e particularmente nesse momento pré-eleições.

Essas ferramentas concretizam um ideal de liberdade de expressão inimaginável para meus pais. A garotada de agora já nasceu com tudo isso, e é natural ter canais próprios de expressão, sem limites. Para a minha geração, e as mais antigas, é uma revolução sem tamanho. Pela primeira vez no Brasil, a importância das redes sociais e de outras ferramentas possibilitadas pela internet — com o reconhecimento do presidente Lula, que convocou a militância “virtual” (que de virtual não tem nada) para assumir essa responsabilidade – é uma realidade a que ainda estamos tentando nos adaptar.

Vivemos, hoje, um momento histórico, que ficará marcado, no futuro, como a Revolução Industrial ou, sem exagero, o Renascentismo e as Grandes Navegações. Em apenas algumas dezenas de anos, o progresso que a internet propiciou em termos de comunicação (e que deixou os meios tradicionais literalmente perdidos) foi infinitamente maior do que o que assistimos em séculos!

É compreensível que tudo isso traga conflitos, seja entre gerações, seja principalmente entre a chamada “elite”, que historicamente é a detentora do conhecimento. Quando vemos ferramentas que permitem e incentivam o compartilhamento de informações e de conhecimento, sem depender do aval dos “poderosos”, vemos que estamos realmente diante da mais fantástica revolução: o acesso ao conhecimento está aberto a todos, sem distinção. Querem exemplo maior de democracia?

Mas, ao mesmo tempo, o mundo parece correr mais rápido. Ainda que tenhamos a consciência de que somos cada vez mais frágeis, essa conectividade parece nos oferecer a pretensão da “vida eterna”, um falso Santo Graal. É curioso: o imediatismo das mensagens se junta à pretensa eternidade dos posts nos blogs e afins, e obscurecem a nossa consciência de finitude: agimos muitas vezes como se fôssemos eternos, incentivando apegos materiais e a ideia de domínio do mundo.

Quero crer que não seja assim. Temos, pela primeira vez, a oportunidade de cada um escrever e fazer a sua própria história, e compartilhar com os outros livremente, sem barreiras. Nossa limitação é somente a nossa consciência.

Estrada Real: um rico passeio

Tiradentes, Mariana e Ouro Preto são apenas algumas cidades históricas do Ciclo do Ouro, e tive a grata oportunidade de visitá-las há alguns dias junto com a Suzi, minha esposa. Ainda que tenha sido uma viagem mais curta do que desejávamos e que o roteiro merecia, não posso deixar de registrar e compartilhar um pouco do que pudemos ver: história, cultura, arquitetura, natureza, entre outros aspectos, compõem harmonicamente um roteiro riquíssimo, que vale a pena visitar. O termo “riquíssimo” não é à toa: na segunda metade do século 17, antigas e toscas picadas abertas por índios e bandeirantes começaram a se transformar e ganharam um movimento absurdo para a época, tornando-se rota obrigatória para o escoamento de uma riqueza extraordinária descoberta nas Minas Gerais. Nascia a chamada Estrada Real, ou Caminho do Ouro.

Se, naquela época, os diamantes e ouro explorados pelos portugueses fizeram a fortuna da Corte Real, hoje tenho a certeza de que o que ficou é de uma riqueza enorme, de um valor inestimável. Em primeiro lugar, confesso que fiquei impressionado com o que encontrei ao longo do caminho: a bela paisagem, exuberante, mostra como Deus foi pródigo em belezas naturais na região. Ainda que as agressões a essas belezas tenham se multiplicado ao longo dos anos – séculos? –, a infinidade de atrações mostra um potencial enorme que vem sendo explorado pelo chamado “turismo de aventura” – este, graças a Deus, feito de maneira razoavelmente sustentável.

Conta-se que as primeiras picadas que deram origem ao Caminho do Ouro começaram a ser abertas muito antes da chegada dos primeiros portugueses. Os índios goianás de Taba-etê (nossa vizinha Taubaté) acreditavam que as areias de Paraty tinham efeito medicinal e, para tratar da saúde, abriram as primeiras trilhas rumo ao litoral sul do Rio de Janeiro. A elas se uniram as rotas traçadas pelos bandeirantes que, partindo de São Paulo, corriam para o interior do País em busca das riquezas. Os contornos de estrada vieram depois de 1694, com a descoberta do ouro na região de Vila Rica, o berço da Inconfidência Mineira que passou a se chamar Ouro Preto.

No trajeto, chama a atenção a quantidade de pequenas cidades, uma após a outra, sempre reforçando uma característica marcante do povo mineiro: a hospitalidade e aquele jeitinho bastante especial. Possivelmente, cada cidadezinha é herança dos pequenos pousos que as tropas de mulas faziam no trajeto de Ouro Preto ao porto de Paraty – a Estrada Real tem mais de 1.000 quilômetros, passando por 177 cidades de Minas, São Paulo e Rio de Janeiro.

(Nosso passeio foi mais modesto, e fizemos cerca de 600 quilômetros. Ainda assim, outra surpresa: em todo o trajeto, apenas um pedágio. É sintomático que tenha sido na via Dutra, em São Paulo, onde o governo do PSDB e suas concessões conseguiram multiplicar o número de praças de pedágio de maneira escandalosa – desde 1998, quando começaram as concessões, foram inauguradas 112 praças de pedágio (média de uma a cada 40 dias), enquanto em todo o país foram 113…)

Mas, voltemos à Estrada Real. Saindo da Dutra, na altura de Cachoeira Paulista, seguimos em direção a Passa Quatro e participamos do casamento do meu primo Jairo — belíssima festa, com a cara do querido povo mineiro. No dia seguinte fomos a Tiradentes e, na sequência, a Ouro Preto. Por este caminho é preciso passar por Ouro Branco, e a impressão que tivemos é a de que todos que por lá passam perguntam sobre o caminho de Ouro Preto, deixando Ouro Branco apenas como passagem e perdendo muito do que a cidade oferece do ponto de vista turístico – mais um exemplo das “pequenas riquezas” espalhadas pela Estrada Real e que merecem uma atenção e divulgação maiores. Ao longo do caminho, além das belas paisagens, as estradas estão ótimas e ainda com obras em vários trechos. Mas seguimos para Ouro Preto, chegando ao hotel exatamente às 14h24 – fomos correndo assistir ao jogo do Brasil e Chile.

No dia seguinte, com um guia turístico, conhecemos toda a cidade de Ouro Preto e também a cidade de Mariana. É fundamental ter um guia para conseguir conhecer estas cidades num espaço pequeno de tempo, especialmente as principais igrejas, as obras de Aleijadinho, de seu pai e do Mestre Ataíde. A cidade de Mariana também se destaca por sua história e por manter uma praça com Igreja, Pelourinho, a Câmara e Casa de Cadeia. Esse espaço marca o período da escravidão de forma clara e é uma maneira de não esquecermos de como tratamos nossos irmãos negros.

A cidade de Ouro Preto é para deixar qualquer um impressionado: a arquitetura barroca das igrejas, as obras do Aleijadinho, as belas pinturas feitas nos tetos da Igreja, a maioria do Mestre Ataíde, as casas e ruas que marcam a história desta importante cidade brasileira devem ser motivo de orgulho de todos nós. A igreja do Pilar é a principal obra da cidade, pela quantidade de ouro em seu interior e por um dos acervos mais representativos do período barroco. Em segundo, destaco a igreja de São Francisco de Assis, pela pintura no teto do Mestre Ataíde.

É muito difícil descrever as emoções que este passeio proporciona, mas posso afirmar que vale muito ter contato com a história dessas cidades nos mais variados aspectos: desde o que se refere à exploração por nós sofrida pelos portugueses à riqueza das obras barrocas, tudo marcado pela força da religião católica naquele período, suas motivações e ligações com a Corte Portuguesa. Tudo, somado, creio que não haja outra região que concentre tantos exemplares em matéria de obras, construções e riqueza arquitetônica, principalmente se considerarmos quase tudo foi construído durante o século XVIII, sem dispor de modernas técnicas construtivas. A Estrada Real concentra, sem dúvida, um potencial gigantesco ainda a ser explorado – é impossível fazer um breve relato como esse sem repetir o termo “riqueza”, que remete ao ouro do passado, antes concentrado em poucas mãos, mas ao mesmo tempo ilustra o quanto existe de belo e diverso a ser explorado e compartilhado por todos nós, nos mais variados segmentos: turístico, histórico, cultural, religioso, ecológico, gastronômico, rural, de negócios e de aventura.

Cuidando da própria casa

Se o século XX será lembrado como um marco na industrialização e na economia de mercado que, se bens trouxeram, foram fomentadas por uma devastação extrema dos recursos naturais e em uma nunca vista concentração de poder e capital, temos um desafio urgente para este século XXI: tentar, pelo menos, minimizar esses efeitos danosos já herdados e propiciar uma distribuição mais justa dos bens, a partir de exploração e manejos mais adequados dos recursos naturais.

A ação predatória, e até promíscua, do meio ambiente acendeu alarmes apocalípticos em todos os setores da sociedade. Em que pesem os danos irreversíveis, ainda há tempo de nos movermos e agirmos para recuperar o que é possível e preservar riquezas naturais imprescindíveis à nossa própria sobrevivência. Aliar compromissos éticos a um senso estético – no mais amplo sentido – torna-se urgente: corremos o risco de condenar as futuras gerações e sacrificar patrimônios universais, como a biodiversidade, se não nos conscientizarmos e agirmos aqui, e agora.

Uma simples consulta ao dicionário nos mostra que o termo “economia” tem, em primeiro sentido, o “gerenciamento de uma casa, especialmente das despesas domésticas; ciência que estuda os fenômenos relacionados com a obtenção e a utilização dos recursos materiais necessários ao bem-estar; aproveitamento racional e eficiente de recursos materiais”, completando, em sentido poético, sobre a “disposição, ordem, arranjo, de um discurso, de um poema”.

Sintomático que o termo “ecologia” só venha a surgir no início do século XX. A partir da mesma raiz grega, “oîkos” (“casa”), amplia o conceito original do ambiente “doméstico” para “as relações das comunidades humanas com o meio ambiente”, e as “relações recíprocas entre o homem e seu meio moral, social, econômico”.

Economia e ecologia, portanto, não são, em nenhum momento, excludentes. O desenvolvimento e o progresso, quase sempre vistos como um tanto predatórios, têm, fundamentalmente, os mesmos princípios. E se temos no dia 5 de junho uma data simbólica, do Dia Mundial do Meio Ambiente, temos a oportunidade de refletir sobre o que, efetivamente, estamos fazendo para conjugar esses princípios.

Jacareí preparou uma extensa programação com este objetivo. Realizamos a Semana do Meio Ambiente de Jacareí com uma série de eventos que vão desde dinâmicas com crianças a roteiros turísticos – incluindo o Viveiro Municipal e as obras do projeto Turi Limpo (que vai elevar o índice de tratamento de esgotos da cidade de 20% para 70%) – passando por uma integração com áreas verdes como o Parque da Cidade, com oficinas de yoga, tai chi chuan e origami, além de palestras e discussões técnicas versando sobre políticas de resíduos sólidos e saneamento, entre outras.

No Parque da Cidade, um grupo de plantão poderá tirar dúvidas sobre a gestão e reciclagem do plástico, resíduos eletrônicos e óleo, em parceria com o Ciesp. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente também estará expondo trabalhos de educação ambiental e plantas medicinais, realizados com as crianças da rede municipal de ensino.

A questão educacional, aqui, ganha valor preponderante: ao mesmo tempo em que, a partir de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com empresas como a Fibria, exigimos a ampliação dos programas de educação ambiental envolvendo as crianças do ensino fundamental, temos perspectivas concretas de ampliar a qualificação e formação profissional dos mais jovens, com investimentos e parcerias como a ampliação do Senai de Jacareí e a vinda da Escola Técnica Federal.

Em todos os níveis, a educação se faz presente e a partir de parcerias com entidades as mais diversas e o Governo Federal. É a base para aliarmos o desenvolvimento econômico ao cuidado com a nossa própria casa. Nossa moderna Lei de Incentivos Fiscais, que certamente atrairá empreendimentos de porte para Jacareí, de nada valeria se não fosse baseada nesses fundamentos básicos.

Jacareí tem se mostrado na vanguarda no tratamento de resíduos sólidos. Tem, em mãos, uma legislação atraente para novos investimentos. Tem, principalmente, investido mais do que nunca em educação, em todos os níveis. São fatores fundamentais que nos permitem falar em “economia” e “ecologia” em sintonia, proporcionando um modelo de desenvolvimento sustentável – a partir da nossa própria “casa”.

[Artigo publicado no jornal O Vale, 8/7/2010]

Rodovia Geraldo Scavone

Reivindicação antiga dos moradores de Jacareí, mas que afeta diretamente boa parte dos moradores de São José dos Campos, além de ser via de escoamento de produção de várias indústrias, a Rodovia Geraldo Scavone (SP-66, ou Estrada Velha Rio-SP) foi tema de uma ótima reportagem da TV Vanguarda (Série Estradas, 17/5).

Dessa vez, o descaso para com a rodovia foi tratado como merece. A reportagem cita textualmente que “a responsabilidade pela manutenção da estrada ainda é do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), mas por aqui ele raramente é visto”.

A reportagem registrou ainda a afirmação do secretário de Transportes do Estado, Mauro Arce, de que obras emergenciais já estão sendo providenciadas, e o processo de licitação para obras de recuperação está em fase de conclusão.

Diante das várias promessas do Governo do Estado, tenho a esperança de que, com esse importante registro jornalístico possamos, finalmente, ver concretizadas essas melhorias tão urgentes — ainda que tardiamente.

A reportagem pode ser vista aqui: http://www.vnews.com.br/video.php?id=6032

Para complementar, já escrevi mais de uma vez sobre o problema. Entre outros, cito estes dois artigos:

>> Uma octogenária pede socorro

>> Estrada Velha SP-RJ: um apelo

A mobilização de todos nós é fundamental para que a recuperação da Geraldo Scavone se concretize. Conto com o apoio e o engajamento de todos — esta é uma causa que vai beneficiar milhares de moradores e é essencial para que Jacareí continue crescendo e se desenvolvendo.

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